numerozero


15.3.09
Creio que passou da hora. O arrastar dos tempos virou um castigo breve e os dias deixaram o peso dos ponteiros do relógio suave como um suspiro profundo em noite amena de verão. Não há sobre o quê refletir agora nem porque ditar um ritmo louco para os próprios atos. Em meio ao caos os pés e ideias derretem. Cercado de tanta gente, a metrópole não passa de concreto; silêncio e sabe-se lá mais o que. Não despreze o reflexo que vês na vitrine. A barba cresce, a pele dobra, o pêlo cinza. De todas as certezas só existe o medo do esquecimento cruel, pior de todos os pesadelos. Respeito, respostas adequadas, perguntas pertinentes. Tudo é fundamental nessas eras monocromáticas. Os anos moem as dúvidas e os erros servirão de exemplo.