numerozero


30.10.06

27.10.06
::::::::: gaudéria ////////

c calma
só-vou-rasgar-teu-peito e arrancar-teu-coração
c alma
só-vou-rasgar-teu-peito e arrancar-teu-coração

com
meus-próprios
dentes

a ferrugem
dos
meus-próprios
dentes

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duas velhas passam a catraca.
- dá licença, dá licença. empurram negros, pardos, brancos e amarelos. empurram-me também, azul.
- as senhores descerão no próximo ponto? pergunta o branco empurrado que bateu com a boca no ferro putamerda e quebrou um dente.
- não. respondem as velhas em coro. só vamos parar na porta para atrapalhar quem deseja descer. completam.
olho para baixo. tento ver meus sapatos sujos de cal, manchados de sei lá o quê. paro em minha barriga que cresce a olhos vesgos. mais uma camiseta furada. todas furadas. furinho pequeno. o dente de um traça? pergunto para minha própria estupidez.
todas furadas no mesmo lugar: no lado esquerdo, entre o umbigo e a barra da cintura.
vasculhos galerias poeirentas de minha própria cabeça.

A-HA! (não aquela banda escrota dos 80´s). barulho de ficha de fliperama caindo numa máquina da sega aos pedaços e com cheiro de cigarros.
achei o elo perdido do furo. descobri porque todas minhas camisetas "o" tem.






24.10.06
11 y 6
Fito Paez

En un café se vieron por casualidad
cansados en el alma de tanto andar
ella tenía un clavel en la mano.
El se acercó y la preguntó si andaba bien
llegaba a la ventana en puntas de pie
y la llevó a caminar por Corrientes.

Miren todos, ellos solos
pueden más que el amor
y son más fuertes que el Olimpo.
Se escondieron en el centro
y en el baño de un bar sellaron todo con un beso.

Durante un mes vendieron rosas en "La Paz"
presiento que no importaba nada más
y entre los dos juntaban algo.

No sé por qué pero jamás los volví a ver
él carga con 11 y ella con 6
y se reía, el le daba la luna.

Miren todos, ellos solos
pueden más que el amor
y son más fuertes que el Olimpo.
Se escondieron en el centro
y en el baño de un bar sellaron todo con un beso.


22.10.06
26/11/05

19.10.06

"A morte é sorra mui mansa,
Comedera de sovéu,
Que vem - desarma o mundéu,
A mandado do Senhor,
Nos larga num corredor
E dá uma espantada pro céu."

Deixando o Pago poema do criollo, João da Cunha Vargas.


13.10.06
como um nickcave num buteco... lála lálálálá-lá lálálálá-lá lálálá-lá desconcerta, presente dos erros em toques e beijos de um vento gelado: são restos de sonhos, são restos de sonhos, são restos de estrelas, na noite veloz.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzz

ENGRENAGENS

vamos passear
a noite vem
ver a tristeza que cai
ver a fumaça que sai
das chaminés, das fábricas

jure amor
às máquinas


1.10.06
- vamos voltar para o futuro!!