29.6.06
p0r numerozero às 16:01
2 + 2 =
27.6.06
Eis o Nirvana
(Uma trip pra lá de egocêntrica sobre um filme que assisti esses tempos)
Primeiro, a dúvida:
O silêncio diz bastante. Certo?
É o caminho do Nirvana. Não é o que dizem?
Bem - ou mal - penso: talvez a confusão e o ruído também sejam caminhos. Ou, quem sabe, atalhos / suaves e espinhentos e doloridos.
O vizinho do porteiro do amigo do primo da minha namorada conhece um camelô na rua Augusta que faz cópias piratas de DVDs que ainda não sairam nem no cinema. O nome do camelô é Zé. Ele mora na zona leste. Mas acho que essas informações não importam muito.
Enfim.
O primo da minha namorada chama-se xxx. Tem um tempo que ele mora na casa do meu sogro. Mas isso também não importa.
Importante é que há umas sete semanas, ele trouxe pra casa o filme novo do
Gus Van Sant (Gustavo dos Santos?), diretor de Drugstore Cowboy e Elefante - pra citar apenas dois dos bons filmes dirigidos pelo dos Santos (reservo a intimidade).
Bem, talvez tu já saibas; talvez até mais do que eu, mas o título do filme novo do Gus (dos Santos) é LAST DAYS & Trata-se da biografia dos últimos dias (daí o título) do Kurt, o Cobain; vocalista do Nirvana, entre outras coisas.
O Cobain foi uma espécie de rato de laboratório dos anos 80 & 90. Uma "cobaia" - para não perder o trocadilho com seu sobrenome. Ele buscou no ruído caótico a iluminação e achou silêncio no relacionamento com o mundo exterior - pra ficar claro. Achou o que procurava no estrondo de um tiro.
Quem faz o papel do rockeiro cheio de problemas é o Michael Pitt.
Não sei o que ele fazia antes desse filme - um seriado da Sony talvez - mas
tá no seu currículo um dos papéis principais n´Os Sonhadores do Bertollucci
(é assim que se escreve?).
O filme é legal. Se foram assim os últimos dias do Cobain, meus braços e pernas doem de pena da paranóia que a humanidade dá as pessoas que cansam de tudo.
Vamos ao STORY BOARD:
Ele falando sozinho. Viajando feito um Johnny Depp no Medo e Delírio
(dirigido pelo Monty Phyton: Terry Gillian, saca?). Carregando uma
espingarda. Andando pelo mato. Cavando uns buracos no jardim. Uma paranóia "das melhores", ou "piores" dependendo do ponto-de-vista. Ou ainda, na pior (para ser redundante e usar a palavra PIOR a maior quantidade de vezes) das hipóteses, "nem mais nem menos" - um simples retrato do próprio desespero e condição humana que vale a pena ver no cinema porque em casa dá pesadelo.
De resto, sou a favor da pirataria na arte. Das cópias. Da baixa qualidade de imagem & som. Principalmente, da reciclagem de idéias destruídas.
LAST DAYS, do Gustavo dos Santos, é uma forma incompleta de retratar o tédio e a busca por uma espécie de transcendência que poucos busca, só que, muitos acham.
p0r numerozero às 14:51
2 + 2 =
26.6.06
falta de vontade. chuva.
hoje. dia
p0r numerozero às 17:24
2 + 2 =
23.6.06
SERENO
Teu coração repousa a paisagem eleita
onde desfila o charme das máscaras,
terreno de luta e de dança, são
quase tristes disfarces fantásticos!
Todo cantar de desdém
No amor vitorioso e na vida conveniente.
Eles já não parecem acreditar
em sua imensa felicidade e sua
canção se mistura ao sereno,
Com calma, a triste e bela claridade da noite
envolve em árvores de sonhos
cantam os pássaros
e a violência do extase nos jatos d´água,
imensos,
lambem o mármore.
p0r numerozero às 17:23
2 + 2 =
22.6.06
penso nisso como uma espécie de evolução. só que, não sei quem ou o quê veio primeiro. Violent Femmes, Meat Puppets, Pavement.
p0r numerozero às 10:09
2 + 2 =
19.6.06
não penso. não penso. não penso. não penso.
p0r numerozero às 14:21
2 + 2 =
14.6.06
quarta-feira.
dia de merda.
p0r numerozero às 18:08
2 + 2 =
13.6.06
definitivamente,
2006 não aconteceu.
p0r numerozero às 12:31
2 + 2 =
9.6.06
caetano´s on vocal na elborrado.
p0r numerozero às 17:48
2 + 2 =
estréia hoje o pergunte ao pó (ask the dust). filme baseado no livro homônimo de john fante. graças a ele, minha adolescência não foi mais sombria. pretendo vê-lo com a carol na abertura das comemorações do final de semana dos namorados.
p0r numerozero às 17:48
2 + 2 =
7.6.06
DESGARRADOS
(Sérgio Napp e Mário Barbará)
Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas
Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas
E são pingentes das avenidas da capital
Eles se escondem pelos botecos entre cortiços
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias
E então são tragos, muitos estragos, por toda anoite
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será
Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso
Viraram brasas, contavam casos, polindo esporas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
Arreios firmes e nos pescoços lencos vermelhos
Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
O m ilho assado, a carne gorda, a cancha reta
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, oque vale é o sonho
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será
p0r numerozero às 14:52
2 + 2 =
6.6.06
Di - á - logo
(para ler ouvindo slayer)
sob uma árvore de espinhos. sob uma coroa, melhor. mais dramático fica. duas rainhas piram / fogo nos pés. gelo nas mãos. em alguns momentos gritam, mas deixo os detalhes para sua cabeça.
- Ame ame ame-me! Disse.
- Deixe-me voar pra longe com você.
- Meu amor está como o vento: Selvagem. Selvagem como o vento
- Dê-me mais. Bem mais do que preciso para satisfazer essa fome.
SILÊNCIO
- Deixe o vento soprar através de seu coração
(MÃOS DADAS)
- Selvagem como o vento?
Ritmo louco de palavras vazias:
- Você me toca eu ouço o som dos mandolins. Exalta.
- Você me beija e com seu beijo minha vida começa. Retruca com violência
- Você sopra todas as coisas pra mim. Contempla.
E então, a briga começa:
- Você não sabe que tem vida própria! Dedo apontado no meio da cara. E continua: ... como uma folha presa uma árvore
Reconciliação. Será?
- Oh meu querido, prende-se em mim. Como parasitas. Parasitas do vento.
Abraços
- Selvagem é o vento. Sejamos como o vento: selvagem.
p0r numerozero às 10:55
2 + 2 =
::::: da série RECOLA & CORTA de músicas bonitasssssas
Love me love me love me
Say you do
Let me fly away
With you
For my love is like
The wind
And wild is the wind
Give me more
Than one caress
Satisfy this
Hungriness
Let the wind
Blow through your heart
For wild is the wind
You...
Touch me...
I hear the sound
Of mandolins
You...
Kiss me...
With your kiss
My life begins
Youre spring to me
All things
To me
Dont you know youre
Life itself
Like a leaf clings
To a tree
Oh my darling,
Cling to me
For were creatures
Of the wind
And wild is the wind
So wild is the wind
Wild is the wind
Wild is the wind
p0r numerozero às 10:06
2 + 2 =
2.6.06
Nunca
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei
Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei
Saudade
Diga à esse moço por favor
Como foi sincero o meu amor
O quanto eu adorei tempos atrás
Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz.
p0r numerozero às 12:40
2 + 2 =
1.6.06
são outras realidades dentro dos mesmos olhos do-i-dos.
p0r numerozero às 17:19
2 + 2 =
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