numerozero


23.11.05
hoje o clima em potroalérgico estava excelente para enrolar-se num saco plástico (preto, de preferência) e dar aquela bandinha no centro da cidade.

9.11.05
aos poucos a vida se faz/ f(r)a.z.ses perdidas - quatro ou cinco phragmentos de poesia ex-quecidas, milhare de dezenas de milhões de pensamentos vagos que escoam pelo buerio de nossa memória.
intenso chega o fi/\/\. saudade & gosto doce na boca. vontades das bris)g)as dos ventos e das incapacidade de compreensão dos anti-disléxicos.
então:
tudo se recria num fechar de olhos, num apagar de luzes, numa pequena ex-plo-são

8.11.05
o oceano é um pedaço
o uni-verso, uma fatia
o infinito é um fragmento
do resto que não conheço.

4.11.05
olho pra dentro de /\/\im. uma tempestade se forma. raios p&b em minhas vísceras. estou quase completo. ciclones de água e fogo e areia e restos de gelo se consome para formarem uma substância dura como o amor e cortante feito lágrimas que atravéssam a carne próximo a minha barriga quando desvendam mentiras quase perfeitas ocultadas em plantas que crescem sob minha pele.
granizo castiga as calçadas. árvores lamentam o beijo áspero dos carros que jogam águas das poças em suas pernas de dama upper-upper.
quando o chuveiro a gaz aquece meus planos, cozinho como sopa de legumes em caldo grosso. ainda ouço a tempestade se formar dentro de /\/\im.

3.11.05
quem não conhece o dEUs em /\/\in, não conhece o dEUs nas plantas
quem não percebe o uni-verso em /\/\in, não enxerga o uni-verso no oceano

deito minhas mãos sobre o céu para colher nuvens / molho meus dedos em tua boca, mastigo raticida, meu rosto adormece, meus olhos morrem, meus cabelos caem, minhas unhas apodrecem, minhas pernas bambas se jogam de um lado para outro nessa sala de vigas largas e cisais perfumados resistentemente colados nas paredes de madeira mofada mas com cheiro de insen)s(t)o moidos pelos lábios ácidos de e.e. traduzido por a.c.
são dois quartos de um sala repleta de bujigangas que atrapalham a visão da tevê enquanto vira coposlatas e baba no couro já fétido da poltrona.
o vento arrancou os sonhos da minha cabeça. a viagem é certa e na fronteira as promessas de um natal melhor fazem com que invista o resto de minhas moedas nosssss caça-níqueis de um cassino inexistente.