numerozero


28.9.05

25.9.05
fraternos abraços aos inimigos budistas da venezuela
constatação perene:
nem todos vagabundos passam o dia todo vagabundeando por aí

12.9.05
ex que cimento

minha vida será
eternamente
triste
porque não consigo
viver com coisas
do tipo:
minha cabeça
(resumido para ser vagamente simples)
mas, agora sou famoso. todos sabem meus nomes. pelo menos, enquanto estou aqui; pendurado nessa corda. a platéia ri do vermelho no meu rosto. sou um tarzan nesse circo de horrores. sei que a saída mais fácil é pra >>lá>>.

10.9.05
:::::::::::::::::: o desejo. a fada caolha. & um restinho de algo nada-divino

braços gelados. olhos secos. música na brasa da foqueira que explode carvãozinhos vermelhos e tristes demais. faz anos que não acampo minha alma perto do rio. faz anos que não ouço o gemido da água quando mergulho veloz, de cabeça, afoito - por entre as pedras.
agora a música está mais longe. pego folhas verdes de um capim qualquer e jogo no fogo. os pêlos de meus braços se arrepiam. um cheiro doce sobe ao ar e espanta os mosquitos. as barbas de waltwhitman aparecem numa imagem cinematográfica na tela amarela que brota dos galhos incan_decentes. o vento dissipa a solidão estéril. uma nuvem laranja cobre minha cabeça e envolve a copa das árvores. pingos de óleo caem em minha$ cabeça$. começo um ritual de purificação. dor. bolas verdes internas arranham minhas vísceras. o corpo aberto está fechado.
tudo passa num simples século. acordo mergulhado em cimento. água salgada me congela. aos poucos corrói meus pesadê-los. pássaros ferem meus ouvidos. vermes brincam em meus olhos. peixes devoram minha pele. aço galvanizado cobre meus braços.
o frio que passa um guindaste num inverno tropical.

/// entreMeios
pego leve no douglascoupland. me sinto mal porque acredito que seja o tipo de livro que se deva pegar ou pesado ou nem roubá-lo. sentimental demais. é como ler algo escrito pelos loshermanos. acho que não tenho estômago. mas agora, na página 130, vou até o final.
joydivision em vinil no escritório. ativo textos de word para o trabalho das engrenagens das máquinas velozes que infes(c)tam as estradas. faço algumas listas. e.e., t.s., w.w., w.b., a.g., j.b.! sentimentos passados. gôsto de pimenta & café entre dentes limpos. me sinto na reta final de um grandprix que não tem fim e não teve um começo, mas lembro:
- ofélia riscada no beliche;
- pêssegos brotando sob o sofá da sala;
- torres explodindo e professores universitários arrepiados batendo à porta;
- cortinas mofadas;
- fungos nascendo num prato de feijão sobre a pia a quatro meses;
não. aquele não era meu mundo.
um calendário de baskiat. um poster do timmy. coisas. coisas. será que a vida é feita só de coisas?

la traduction!

Eu estou contente de emprestar-lhe minha vida. essa lata velha e silenciosa durante minha viagem ácida. mas, preste atenção determinadas coisas! - o gato chama-se sympha, come muito. alimente-o duas vezes ao dia. o computador trabalha bem. a Internet funciona rapidamente. você pode usá-lo muito,
mas o PORNOGRAPHY do "download" não faz!

- o refrigerador está conectado e há os truques que você pode comer um pouco - NÃO TOque nos VINHOS!!!! - deixe a lixeira explodir... e não polvilhe os cactos!

o amor é uma caixa de fósforos queimados!

6.9.05
////////////
c´est ma premièré poeme en français: Il s´appelle:
sobreviveram os que atrás viajavam. estavam bêbados. 100 morreram a bordo. 46 na nave poluída.
/////

je suis content de te prêter ma vie. je peux parti tranquille en ma acid voyage.
mais, attention sur certaines choses!
:
- le chat est très sympha,
mais il mange beaucoup.
donne à manger au chat
deux fois par jour.

- l´ordinateur marche bien.
l´internet est très vite.
tu peux l´utiliser beaucoup,
mais ne fait pas "download"
de PORNOGRAPHIE!

- le frigo est branché
et il y a des trucs
que tu peux manger un peu

- NE TOUCHE PAS LES VINS!!!!
- sors les peubelles somedi
... et n´arrose pas les cactus
///////// //////// //////// je me desteste à lá folie

5.9.05
PÔ PÔ POEMAS NO ÔÔ ÔNIBUS*

très vite
vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv os vitrais que não vejo quando passsssso
dos sorrisos que finjo que existem
aos soluços que te alegram e me engasgam
enquanto morro e o sangue jorra dos meus olh(j)os vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvVVVVVVVVVVV

(sem título(
não leio adesivos colados em vidro!
&
certamente.
não sei se teve graça.
o palhaço do sinal quebrou meu pára-brisa com uma pedrada!
com um galho bateu em meu pescoço e esmigalhou a terceira vértebra da minha coluna.
com a cara ardendo no asfalto
pude vê-lo estuprando minha vozinha de 84 anos.

*me inscreverei, quem sabe.

:::em breve, meu primeiro pô pô pÔesia em français