numerozero


30.8.05
deixa eu exercitar as novas maldades. hoje fui ao centro da década de oitenta. onde as promessas quebradas caiam em pingos de umidade sobre a bailarina com a perna quebrada. promessas desfeitas. guarda-chuvas. estávamos sós e abandonei waltwhitman em sua cadeira de rodas sob a marquize de uma farmácia. vi uma lágrima entre seu rosto. vi duas lágrimas de sangue entre sua barba branca.
um novo salvador na prateleira. um novo quadro pendurado.
começo um novo passado sempre com a mesma novidade. "beijei seu coração e minha boca ficou com gosto de ferrugem e meus dentes vermelhos com teu sangue. juro. juro mais mil vezes essas mentiras bonitas que pretendo estar em seu coração tão preto e infectado".

29.8.05
uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - ieeeeeeeeeeeeeeeeooooooo, everybodyknowssssssssss
abouttt iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - liiiive behiiiiiind - oooooooooooooooooooooooou

o baixo fora da capa. ninguém acredita quando conto. quando falo que aqueles livros tolos não foram comprados. um exú na capa. oxítonas terminadas em U com acento. medo de tudo que pode ser sujo. americanfootballontv e o primeiro disco do lupicíniorodrigues escorado em dois pregos sobre um banco verde. vermelhos seus lábios e sua careca / autobiografia deixa pro final. estava quase feliz naquela foto. instantes no futuro do pretérido. como os fragmentos conexos estava livre seus sonhos naquela poça de sangue & areia. sometimesamenjusttttttttt! ou fãc dis çong! ou fãc dat cinguer!

26.8.05








































{vazio}






































































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25.8.05
só o consumo salva:::::::
só o consumo preenche o vazio deixado pela vida
meus pulsos, peças metálicas.

11.8.05
::::::::::::: os relógios e a-z horas||

os relógios passam, as horas ficam & doem. queima células bonitinhas aos poucos. as células ficam vermelhas, azuis, pretas, cinzas, brancas e desaparecem ou renascem.
certas músicas não combinam com a hora em que acordo. outras não se relacionam com a hora em vou dormir.

the madcap laught - o disco todo. não consigo ouví-lo enquanto dirijo as seis da manhã. as cores matinais e os estalos da música são antagônicos a imagem cinzenta de um dia com remela no olho. nunca testei esse disco depois de uma noite em claro loqueando pra caralho, mas acho que sentirei a mesma coisa que sinto sempre quanto tento escutá-lo de manhazinha / inverno indo pra uma sala de escritório. então tento okcomputer ou >

the best of = r.e.m. - não tem nada a ver com o calor do dia. música pra quem acorda. se tivesse um despertador no meu criado mudo e ele tocasse cd, com certeza despertaria com esse disco. ouviria-o até umas 8h da matina quando o sol já brilha e o mundo se enche de novos tons.



5.8.05
a couve-flor está a dezessete dias na geladeira. apresenta uma vida intensa. milhares de serem a utilizam como sua casa. colocaram até uma placa "akdjfak jfdka jkfladjkfa" que suponho signifique algo do tipo "não entrem seus fodidos!".
pela manhã no carro. trânsito feroz. latas velhas velozes. vi um urso morto na beira da auto-estrada. pensei que a vida só vale em momentos que as piadas infames tornam-se indispensáveis. como um boteco que havia em trêscoroas nos 90´s: GAM BAR. infame. depois abriu uma oficina mecânica: FORNI CAR. agora, refletindo sobre a sorte do urso morto sob um sol escaldante em pleno invernos chego a um ponto mágico da minha existência.
- e se eu abrir uma loja de telefones chamada EDSON CELULARES?
não tem graça. não tem graça. não tem.
versão de uma música do cid baretta tocada pelo s_ociedade r_ecreativa r_ock _experi_ên_ci________a em sua última apresentação num churrasco do milleways pra ninguém:

dominós

É uma idéia, rasgando as veias
em meus sonhos você não vê?
A vida era um erro

TU E EU E OS DOMINÓS
MATANDO TEMPO EM DOMINÓS

Anoitece
a vida amornece
Estamos sós
brincando sós

TU E EU E OS DOMINÓS

faz calor,
o suor me colou na cadeira
sigo o jogo
enfio o nariz no spray
vou perdendo a mente
vou sorrindo idiota infeliz
sensação potente,
de em um eco na sala de estar

minhas veias
tu verá
e mente depois

TU E EU E OS DOMINÓS


4.8.05
a visão clarificada da pilantragem |||||||||||

por trás de todo vencedor existe uma suspeita :

códigos de barras. em tudo que vejo. códigos de barra.
massa,
público
80´s
fragmentos.

a televisão é boa. um portal de sonhos de consumo. prefere os comerciais porque não conseguem vender as imagens oníricas de uma interpretação impecável do galã do filme que assiste na última sessão do cine_das_20h42
je ne pense pá.


3.8.05
todo mundo mente. menos o marquinhos que morreu atropelado pelo trensurb quando tinha duas semanas de vida.////

nunca soube como funcionava aquelas duas torneiras no banheiro da casa dos meus amigos. sabia que, se abrisse uma delas, sairia água quente. então abria uma - a águar que saia tava fria. abria outra - também fria.
...........hoje entendo o sistema de aquecimente de água. o chuveiro, as torneiras dos banheiros e da cozinha aqui de casa funcionam dessa forma.
junker.
///// quando vi no anúncio de locação nos classificados do jornal pensei que fosse aquelas portinhas que tem no corredor dos prédios para jogar uma sacola de lixo dentro para elas cairem num tonelzão de lixo.
junker - the junker.
O LIXEIRO!
agora espero uns minutos e só bebo água quente. só uso água quente para fazer meu suco.

2.8.05
o capitalismo se alimenta de sangue /
do meu sangue.
o capitalismo se alimenta de massa cinzenta
hoje em dia ninguém mais fala em massa cinzenta!

1.8.05
queria ter os olhos pintados de verde. e a pele coberta de chumbo / os pés fincados na terra & a cabeça repleta de nuvens.
vejo o mundo fugir com medo enquanto não me aproximo. vejo meu fingimento e que ele nada provoca. as árvores ainda observam. as árvores ainda passeiam.