
+++++++ = ex peri ên cia =
ontem eu comi uma pimenta de efeito galopante. posicionei uma de suas sementes em cima da minha língua e esperei ela ficar quente. a língua ardeu. logo, começou a arder toda a boca. começou, então, um ardor no lábio inferior e o efeito que sentia em minha boca foi desaparecendo. do lábio inferior, o calor da pimenta subiu para o lado superior enquanto sumia do lábio inferior. senti uma queimação no interior da narina esquerda, depois, na narina direita. logo meu braço estava muito quente e meu nariz voltou ao normal. a pimenta continua movendo-se dentro do meu corpo até agora.
__________sagrada é a igreja do monolito :::::::::::::::
uma tribo africana adora ao deus monolito. ao meio dia, eles olham para o céu e berram até seus olhos doerem e lágrimas escorrerem por suas faces lustrosas. essa é sua oração. a religião do monolito não guarda grandes segredos, mas revela estranhos ensinamentos.
o primeiro é que uma palavra é uma palavra e a palavra representa tudo; nada existe - sem poder ser classificado através de som. imagens só existem se puderem ser expressas através de fonemas. mesmo que esses fonemas sejam apenas um apontamento para algum objeto e a flexão dos lábios para produzir um "hããu". as palavras se quebram e forma novas imagens.
o segundo é que nenhuma força é real - a não ser a força que o universo exerce sobre os objetos. para os seguidores da sagrada igreja do monolito, de nada adianta trabalhar. todas as coisas são presente divino e fruto da benevolência do monolito para com as pessoas. da mesma forma que o universo sempre converge para o centro e, quando não converge para o centro, converge para os hemisférios, em algum momento, algo chegará aos seguidores do monolito.
o terceiro ensinamento diz respeito a esses texto. nenhuma palavra falada tem valor quando essa não é uma mentira. isso significa que esse texto é muito válido.
//// nada que é bom se vende ::::
transforme sua vida num anúncio publicitário.
transforme-a num conto do nelsonrodrigues.
tragam seus cãezinhos para cagarem em nossa rua, gostamos da macies do passo sobre as bostas e do perfume que emana quando essas são pisadas. queremos nossa rua toda cagada. por isso, e mais uma vez, traga seus cãezinhos.
hoje me senti como johnfante. ou arturobandini. fui ao supermercado com o dinheiro que sobrou da venda de alguns livros. comprei pães e verduras e algumas latas de sopa de tomate. passei no caixa. a máquina registrou uma dívida de seis reais e treze centavos. entreguei uma nota de dez para a moça. ela devolveu-me oito reais e quarenta e sete centavos(?). guardei o dinheiro e sorri. desconfiado de que tinha sido enganado, tirei o dinheiro do bolso e conferi o troco na frente da moça. sim, havia sido logrado, mas por mim tudo bem. guardei as notas e as moedas novamente e sai rápido do supermercado. comprei um jornal na banca amarela. dei as moedas do troco para um menino que estava sentado na calçada cheirando cola. ao dobrar a esquina parei numa fruteira e comprei laranjas.
uma senhora levava sua tristeza para passear. olhei seu cão, alvoroçado com o movimento de uma família de andava de bicicleta. passei ao lado de seu animalzinho. ele rosnou, mas desistiu de mim, ocupando-se em sujar a calçada. animal maldito, velha maldita. parei e fiquei vendo se a velhinha triste ajuntaria as fezes de seu cão estúpido. não, ela continuou sua peregrinação bizarra. novamente, velha maldita.
- hey, senhora. chamei.
ela virou.
- seu cão cagou a calçada.
ela fez uma cara de ponto de interrogação.
- o que que tem? ela disse.
"quanta cara de pau dessa velha", eu pensei.
- você vai deixar essa bosta aí no meio do caminho para alguém pisar?
- claro. o que é que tu quer que faça? (quantos q´s!)
- recolha.
- por que?
- por educação, talvez.
- olha só que fala em educação! você não devia estar dando ordens para uma senhora da minha idade.
- mas seu cachorro cagou na calçada!!!!! meu deus!
- e tu queria que ele cagasse a onde, no banheiro da livraria cultura?
comecei a ficar puto da cara. minha face ficou vermelhaça e minha cabeça começou a tremer de raiva.
- que tal deixar ele cagar na sala da tua casa?
- NÃO.
- vc não vai recolher essa merda? (sinta a raiva na minha voz)
- NÃO.
soltei a sacola do supermercado, o jornal e o saco de laranjas. diriji-me na direção da velhinha. seus olhos se esbugalharam de espanto. o cachorrinho começou a latir e ameaçar me morder. dei um chute no infeliz.
cheguei bem perto. dei um abraço na velha. um beijo em seu rosto.
ela sorriu.
depois me abaixei. juntei a bosta com as duas mãos e esfreguei no rosto da velha infeliz.
::::::::: show da banda que chutava cabritos
carro preto lento pela desordem do trânsito. caimos da parte baixa da cidade. os edifícios velhos do centro ficaram para trás. agora os olhos se enchiam da beleza retro-moderna burguesa. padrões da metade do século passado nas fachadas das casas dão um clima de música do chicobuarque nos anos 80 às construções. nas avenidas largas o motor gira nervoso.
estamos em quatro pessoas, conversamos, ouvimos música.
- nesse show a banda chuta cabritos amarrados ao palco,
- e no final o baterista paga uma machadinha de podar árvores de jardim e
- cara, bate na mão e
- espalha sangue pelos tons da bateria
"por que?"
- pra ver o diabo rindo e lágrimas de alegria escorrerem na fase de deus.
- será que sua barba absorve o líquido das lágrimas?
- será que as lágrimas de deus tem gosto de soro caseiro?
"olha lá, o denidevito na portaria daquele condomínio"
"olha lá, o saulo vestido de clarkkent"
"olha lá, aquele cara não é o namorado daquela sua amiga, qual é mesmo o nome?"
chegamos e o veículo pára
e a gente desce do carro, mas permanece na máquina que faz girar a noite.
olhamos para o fruto das mãos humanas que com tanta maestria empilham pedra em troca de metais representados por papéis.
um novo tesouro.
sentimo-nos feito uma só formiga admirando um mamão que aprodrece - tão gigante é local de sacrifício.
ninguém transita nas calçadas, nem almas vivas, nem fantasmas.
sob a óptica psicológica, a arte sadia é a ordem - a representação bela da perfeição humana do paraísoperdido. você acredita nisso?
mas veríamos o show da banda que chuta cabritos e se mutila com machadinhos cor-de-laranja.
apressamos o passo. tocamos a campainha. um porteiro sorridente nos atende.
- viemos para ver o show da banda que chuta cabritos e se mutila com machadinhos cor-de-laranja! (em coro)
- eles não estão mais aqui.
- COMO?!?!?!?!?!?!
o porteiro sorri. se encolhe. começa uma metamorfose. pêlos nascem por seu corpo. a extremidade de seus membros é substituída por cascos. uma barba protuberante se forma em sua cara. chifres em forma de antenas parabólicas brotam de sua testa. MMMMMMMMMMÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉEÉÉÉÉE - enche o ar.
- um cabrito?
- o que é isso, revolução dos bichos?
ele exibe uma machadinha de jardim e grita
- MMMMMMMMÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ (tradução - eu matei aqueles bostas e matarei os bostas que vem aqui para me ver ser chutado)
- isso só pode ser brincadeira.
o porteiro cabrito avança em nossa direção.
- filho da puta.
primeiro espanto. depois a reação mais óbvia: um chute na boca do estômago do cabrito. ele deixa cair o machadinho cor de laranja. depois, mais um chute no cabrito, ele berra e se encolhe. então a cena vira um "bumba meu cabrito". todo mundo chutando muito e enchendo o bicho de pancada até que ele desmaia e só consegue murmurar mais alguns | mmméééé -s | chochos. acredito que saiam apenas por reflexo tipo as cobras que se mexem mesmo depois de perderem a cabeça.
trocamos olhares e sorrisos.
junto a machadinha do chão e páááá. um golpe nas costas do meu pulso e sangue mancha o chão.
e o show acabou. e os fantasmas da banda assassinada nos aplaude.
666666666666666666666 ===))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) pretensões estraguistas . ... ... ...... de edwardrichter para enfeitar as parede vazias de uma casa cheia.
numa galeria esse quadro estará acompanhado de "um mendigo explicador" que falará com voz de robô e derramará sua garrafa de coca-cola cheia do mijo da noite passada em quem chegar perto - sem deixAR de lado pequenas mutilições de frutas putrefadas que serão ESfregadAs na tela.
nitidez ::::::::::::
(((((((((( ou - ordem direta
olhos de gelo fixados ao leste. leio louisaragon. bebo vinho. constato que o armistício se aproxima - ameaça como a aids e o comunismo. nuvens passam, eu fico. faço esboços. descanso de filosofia. veralúcia disse que tudo é imagem. meu vazio não existe, mas o vazio das outras pessoas tem a imagem de um monge. só acredito naquilo que não vejo. só vivo aquilo que experimento. isso é meu. copyright. cuidado pois estou disposto a acionar o ecad.
sábado/domingo tive um contato com velhas novidades. a garagem continua nos anos oitenta e não tem espaço para carro. de nada adianta, também não tenho carro. aponto meu rifle para um bando de pássaros vadios e atiro. eles são acéfalos e eu os derrubo. os que não cairem não interessam.
leia desmemória.
quero ver tudo claro. tudo claro. tudo claro.
banho frio em gato.
as origens do estraguismo. meu exemplo - imagem do vazio. isso é, sua imagem é o oposto de tudo que você consegue conceber e que jamais pode ser definido por palavras ou de alguma forma. até essa tentativa de nada vale - porque o serhumano é limitado demais para formar imagem dele.
acho que vejo psicografos enforcados.
...............FLOResta
a sociedade exige de seus membros o domínio da técnica de dominar; seja pela velocidade necessária para mover os motores da história, seja pela perenidade da vida e de todos os conceitos (isso inclui o mais abrengente de todos os conceitos, o da própria realidade manifesta). a anarquia é inconcebível como falta de patamar, pois vivemos uma anarquia própria e individual - ver: artaud, nietzsche, simmers - um caos pessoal do espírito coletivo que deixa de lado toda a possibilidade de experiência que transcenderia o homem ao toque nu e bruto da realidade primitiva que o conectaria com o presente.
artes plásticas se moldam nos parâmetros culturais / e cultura é escravidão velada / e deixam de lado qualquer resquício de ARTE que possam vir, algum instante, a manifestar. manufatura. peça metálica de máquina fadada a enferrujar. a venda do corpo potencializado ao tempo é iqual a venda do espírito e a morte da ARTE - o espírito humano é genial quando existe.
o que pode existir, existir como algo mais avançado nesse turbilhão maquinal, aparece como um borrão. um traço que destoa pouco de todos os outros, mas não destrói, não arruina. esse borrão é a assinatura abaixo das definições que - fazendo sua parte no ciclo da história - mina os meios culturais que o envolve, mas por esses meios será absorvido e neutralizado futuramente. então surgirá uma nova assinatura que terá o mesmo destino: aglutinação e absorção pela técnica.
mas esse aprofundamento catequésico é um mergulho na superfície da experiência carnal da filosofia e da fisiologia. seu problema está em definir um padrão, mesmo quando não é esse o seu objetivo, que empurrará centímetros adiante. esse estágio de pequena mudança, classifico como mutação. pois vejo nisso mutações genéticas sociais que surgem a partir da propulsão e para propulsão do motor espiral da vivência e impermanência do homem na terra. desaparecimento da raça - que é o motivo da vida. evoluir até a extinção.
o acumulo das informações que compõem o corpo, as experiências vividas na pele; são traços mutantes que o homem rabisca nas entrelinhas do mundo da informação moderna. seria algo que pode ser exemplificado como o "cagar, mesmo tendo um estágio avançado de varises no cu, e sentir prazer".
basta saber quem são os sádicos atingidos por esse gozo intelectualóide e, mais fundamental ainda, por que e como eles procuram por isso.
restaurante bicho-grilo burguês comendo verbos. prosódia espontânea. nada POP. fluxo de inconsciência. rostos obscurecidos pelo anoitecer refletem a radiação azul-verde-vermelho-amarelo dos semáforos e das vitrines. fotografias de uma escada que me levaria ao paraíso. sonho com túmulos. prefácio do uivo. primeiro capitulo da primeria parte do ontheroad. necessidade de comércio lícito. comprei HAXIXE (benjamin). perdi o emprego que nem cheguei a ter. cereal na sacola de supermercado. um martelo para pendurar quadros. a cabeça quase explode na tentativa de compreender a busca insana pelo domínio da técnica. a arte não é um paralelo. pensamentos anárquicos sobre a anarquia & a idéia constatada de que gênios passam fome e essa fome afeta sua genialidade.
na internet, um endereço digitado erroneamente / então me deparo com um hospedeiro de blogs para pessoas alegres. http://www.blogst.com/ - não agora.
trechos de artaud + trechos de nietzsche. se o mundo é o que parece que vejo ... .
mas me desfaço de obras que pretendia quardar por algum tempo. o tchê ficará com um do salinger. vc pode fazer como ele e me ajudar esquecer de vez esse pensamento de ser um inútil o tempo inteiro e não conseguir pagar o aluguel e tal.
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e o título vem no final
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________ dedos sangrando:
continuo duvidando de deus & questionando a realidade que apresentam aos meus olhos.
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sua ajuda será bem-vinda também se divulgar esse sítio ao maior número de pessoas possíveis.
tem uma porção de títulos bem legais - os preços cobrem a entrega (no mesmo dia) para quase toda portoalegre.
.... : :::: hoje a tarde fui à alemanha, bebi chopp e assisti a uma luta de sumô
muita crase -----------------------------
a imagem abaixo e à esquerda, chama-se "canto de catedral". já a imagem à direita, himalaya. ambas pinturas são óleo sobre tela de autoria do artista plástico alemão, gerhardrichter - é dele também as "duas velas" da capa do daydreamnation do sonicyouth. deixo essas imagens porque a uns dois anos pesquiso sobre richter. o ponto inicial dessa facinação foi uma vez que o manhattanconection exibiu uma reportagem sobre ele.

até tenho vontade de escrever, mas não tenho nada pra dizer. sabe, algo que valha a pena ser dito. então, prefiro manter o silêncio.
fico em silêncio por muitas horas durante os dias e isso me incomoda um pouco, mas quero curtir a fase pra ver se consigo libertar-me gritando. quem sabe. até porque, está na hora do southpark.
o mundo pop entranhou-nos.
pedintes nunca esmolam de pé.
agua rde.
*NEW*
alguns novos links ao lado. tem do novo (nem tão novo assim) photoblog da carolteresa. tem link pro meu photoblog (quem diria) e dum carinha que eu achei nos atualizados recentemente na página do blogger. ele é meio canastrão e fala de coisas meio discurso do wando - acredito que várias mulheres de quarenta anos enviem suas calcinhas via email - mas como foi a segunda vez que entro por acidente no blog do cara e acredito em acidentes, resolvi listá-lo aí ao lado. tá como fragmentoamoros. uma pérola! ah, ia esquecendo. o escreveescreve eu tirei fora para dar lugar ao blog do tchê. gardeleassociados.
não sei porque estou fazendo isso, mas essas explicações me inserem num mundo dos diários e, além dessa inserção, é preciso um texto para os links serem ativados. agora tá certo. tirem o dedo do nariz e ponham-no na boca.
para de coçar o saco rapaz!
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felipe