
du´ vi da
Depois de muitos rumores, a vinda da banda Placebo ao Brasil já está praticamente certa. A empresa que comanda o Credicard Hall e o Directv Music Hall reservou o dia 29 de abril para abrigar o show do trio de Brian Molko. Em breve deverá acontecer a definição da casa e o anúncio oficial do show. O grupo termina uma turnê européia em meados de abril.
aos que acreditam em sorrisos. aos que acreditam em fantasmas. aos que acreditam em papainoel. aos que acreditam em johnlennon. aos que acreditam em coelhinho-da-páscoa. aos que acreditam que o pearljam vai tocar no brasil algum dia. aos que acreditam na física quântica. aos que acreditam nas lágrimas. aos que acreditam no caos. aos que acreditam na microfonia. aos que duvidam de todas as coisas que sólidas desse universo distorcido por inúmeros ruídos que chegam a nossa galáxia e são captados numa televisão onde é impossível sintonizar a redeglogo, mas que pega mensagens interestelares na prova de boa vontade divina.
assim que minha garota acordar, irei convidá-la para me fazer companhia nesse show. se algum dia ele passar pelo nosso país.
$érgio Rocha experiência
an infinite screw
eine alleine Endlosschraube
eine endlose Schraube
ging unten für bunda eines
Deutschen im Oktoberfest
und sagte:
REF - alles kut?
akirakurosawa é meu cineasta preferido. depoisdachuva, erros ortográficos vendidos a 10 centavos. uma semana dedicada as películas. ao todo foram 8. timburton, davidlynch, larsvontrier, kurosawa. o estraguismo sobre a estética cinematográfica me espanta. como todas as outras expressões estraguistas.
acho que esses diretores são referências, não componentes. ou são componentes, sei lá. quem sou eu pra decidir coisas desse tipo. na real ... acho que isso não importa. importa?
a festa da carne.
adamastor pintou um apartamento ontem. pintou as paredes da sala e do escritório. fez também as instalações elétricas. quando não está fazendo isso, ele toca repique na bateria de uma escola de samba; além, é claro, de alimentar mulher e quatro filhos, ligar uma cerca elétrica todas as noites e passar os dias na função de porteiro de um prédio classe-média num bairro judeu de uma cidadezinha da américadosul.
adamastor não pintou no trabalho domingo. passou o dia na praia. foi de manhã, voltou de noite.
"a nega queria ver o mar, sabe como é ..."
claro. oficina do diabo essas coisas.
ele falou uma porção de coisas sobre uma porção de gente. empresários maconheiros, agentes do show-bissenes (?!) que recebem visitas ilustres na madrugada, arquitétos homossexuais.
a vida é uma rede de amizades.
se as coisas já tavam foda na idade da pedra, imagine agora ... quase inverno de doismil!!!!!!!! as malhas da rede estão tão enroscadas que não existe mais possibilidade de tirar o mundo de sua sina concreta.
eu voto no big-crunch.
na quarta-feira de cinzas teremos céu azul.
1. epístola
:: ma n i f e sto estr a gu iiii sta :;;; //
não espere comoção. erros são totalmente toleráveis. o fim pode nunca chegar. o começo também. sentimentos comuns que te identificarão com a história não serão apresentados nos textos, nas imagens, fotografismos, iconogramas, salivas e protuberâncias.
quando repórteres te perguntarem sobre o estraguismo, a resposta é simples:
"você está certo, você venceu"
nossa arte - se é que podemos chamar de arte o reflexo dessa perturbação - é o cúmulo da decadência. nunca nada valeu tão pouco.
um estupro do texto. sêmem nas teclas da máquina.
referências?
"sim, tudo"
como?
"como?"
o que é estraguismo?
"estraguismo é tudo"
violência gratuíta contra o próprio corpo. auto-consumo. células do olho apodrecendo na pele de uma alma metálica. sim o estraguismo tem uma definição de alma que será abordada futuramente.
agora, adianto que o movimento foi iniciado e devido a forças descobertas pelo senhor isacnewton já deve ter sido desacelerado.
morte - temos um bom enigma para o senido da vida.
vá. crie suas próprias teorias para que possamos ensinar na nossa escola.
à minha infininta amiga
numa carta à uma alma perdida, ela esqueceu os verbos. as palavras eram tortas e incompletas. o papel era líquido. os pensamentos de cimento. a tristeza uma massa concreta. tanta aflição. o momento era uma caixinha colorida com recortes do passado interrompendo o presente que foi dado em aniversários futuros.
numa carta sem data, remédios são verdes, azuis e alegres. as paredes não se movem nem sufocam. não existe desejo reprimido, nem um poço vazio com ruído de outras palavras perdidas em gavetas. barulho de explosões de vida que acabam.
ela esqueceu de assinar a carta.
esqueceu de endereçar, postar e selar.
por isso, não levou ao correio.
pra ser bem sincero, não foi escrita carta alguma, era só sangue e dois minutos perdidos.
:: :u m co n t o e s t rag ui s t a : ::
um cheiro insuportável pairava no ar. a casa fedia; o bairro fedia; a cidade fedia; o mundo fedia. tu acordaste tarde e ligou a televisão para enteder com a ajuda desse olho o motivo de suas narinas sorverem uma fedentina tão insuportável. na tela, tu viste uma metrópole aos pedaços - ruas vazias e cheias de entulho. pessoas caídas, agonizando sufocadas.
as imagens te chocam.
moscas minúsculas e em quantidades assustadoras sobrevoam por entre dos prédios aumentando a massa fétida de onde se origina o cheiro que chega até onde tu estás. e você está muito longe, porque a metrópole mais perto da tua casa fica no extremo norte do continente e é preciso quatorze horas de avião para chegar até lá. mas é impossível chegar até essa metrópole de uma outra maneira que não seja pela televisão | o céu está negro - repleto de moscas | e o programa que vc assiste está passando em um canal de tevê a cabo, mas os canais da tevê aberta passam imagens semelhantes.
tu abres a janela da tua casa. a imagem não é muito diferente. a única coisa que muda é que, as moscas, ao invés de sobrevoarem os prédios gigantes, sobrevoam os campos de milho e aipim. o mundo está acabando. teu vizinho, o zé, tá deitado na grama gritando feito uma galinha inchada que não consegue respirar - porque o fedor é realmente muito intenso.
os blocos de entulho são bostas que foram trazidas de outras galáxias pelas moscas para dominarem a terra. tu fechas a janela e chora na frente da televisão. um comunicado diz que as moscas controlam a emissora e dentro de instantes um pronuncimamento será feito pelo presidente da galáxia das moscas. fora doar, 5 segundos. listras coloridas, 10 segundos. bandeira no fundo da sala. em primeiro plano uma mesa onde se encontram dispostos um prato cheio de bosta.
o comandante da invasão chega e senta & com uma voz nasal começa:
"habitantes da terra, seu planeta foi ocupado. não precisamos de vocês e não nos encomodamos com sua presença. estamos aqui pois descobrimos uma incrível quantidade de alimento em seu planeta. bosta será a comida principal e vcs, se quiserem permanecerem vivos precisam se adequar ao regime." fim da transmissão.
moral da história:
milhões de moscas (de todas as galáxias e de todos os recantos do universo) não podem estar enganadas. comam merda.
grotescas minhas tentativas poéticas. quando tento fazer com que as frases rimem, elas se tornam patéticas. um exemplo disso foi esse texto publicado no sub_verso:
anjos desolados
seremos parte da estrela decadente
seremos ela em todas as suas partes
somos o sol em suas explosões atômicas
somos fogo que pisam formigas.
essa foi a tentativa de expressar, com uma ótica meio baudelarie-verlaine-ferlinghetti meus anseios desordenados terceiro mundistas de uma cidade do interior ao reler um texto sobre jackkerouac.
- hoje é 17?
- nem parece.
- ... e a vida?
- um pouco atrapalhada.
"estacionei o carro longe guia e a vaga nem precisava de baliza. andei me desculpando demais, pensando demais em "coisas", errando demais."
- na estante, alguma coisa nova?
- a sim. um livro do nietzsche e a coletânea do r.e.m.
- e que tal?
- nada mal.
"o livro do nietzsche é AGaiaCiência ... bacana. já li até a página 73 e ouço o disco do r.e.m. sem parar. lembro que sempre quis ter um disco do r.e.m. com as músicas manonthemoon e everybodyhurts - agora tenho. presente de aniversário da minha mãe. em troca ela me fez prometer não ouvir música muito alto quando ela está no carro; aceitei, ganhei também um pôster do radiohead."
- vc mensionou duas vezes automóveis nesse pensamento.
"é que estou andando muito de carro. tanto quanto nunca andei antes. dirijo até meus pés ficarem com câimbras. estou bem acompanhado. não preciso ficar falando sozinho como fazia antigamente. na verdade acho que um carro nas mãos é como uma arma carregada."
- e a mudança?
- já pegamos a chave do apartamento.
- ... e?
- general joãotelles. o nome do porteiro é adamastor.
- quando vcs mudam?
- quinta eu acho.
"sábado e domingo o porteiro vai pintar. quarta-feira de cinzas a rosa vai lá fazer uma faxina. quarta também chega o nosso sofá e os eletrodomésticos."
- e agora?
- sair. dar uma caminhada com minha garota. olhar algumas estrelas. respirar o ar da noite & boa noite.
estou lendo a tradução do pauloleminski do livro asktodust do johnfante. pergunteaopó, brasiliense, 2.ed, 1984. aMEriCANISMOS. ontem, papo-furado com o andré. tons pastéis ao anoitecer e um passeio ouvindo o lamento alegre das supernovas. tento explicar minha teoria para ganhar o prêmio nobel de física. uma máquina que produz lixo e detrito que não precise da intervenção humana e nem combustivel para ser levada à marte e gerar mono-dio-xido de carbono que servirá de alimento para as árvores a serem implantadas naquele planeta que fornecerão aos humanóides que lá habitarão oxigênio, mas nos primeiro 50 anos só purificarão o ar e crescerão formando uma linda e azul camada de ozônio.
vi num programa do discoverychannel que para o homem poder algum dia viver naquele planeta precisa de máquinas que poluam para atingir os níveis de vida aceitáveis - o que prova que somos o câncer do universo. queria contribuir de alguma forma com o desequilíbrio universal e ganhar uma grana e ganhar um prêmio foda e ganhar uma viagem para suécia para receber esse prêmio.
a idéia do projeto é uma kombi a diesel automática que seja movida por poeira estelar e gere muito gás podre ... posso comprar uma kombi em sapucaia (com amassadinhos na porta e documentos um pouquinho enrolados) por uns 1,200 - faço alguns ajustes com a caixa de ferramentas do meu pai e os conhecimentos que o gabi adquiriu no laboratório de física da ufrgs. vendo meu projeto para nasa por uma montanha de dinheiro depois. entro de sócio na idéia do rodrigo e do fábio de montar uma viveiro de mudas com acácia e heliote(?!) e vendo essas mudas para a "florestação" do nosso novo planeta e pago um churrasco para todo mundo que leu esse texto.
vá preparando sua barriga e seus pulmões - pink&cérebro - vou tentar dominar o coração da menina amada. meio ramones
today your love, tomorrow de world
texto de claudiowiller ex traído do site da livraria cultura
"Bibliotecas imaginárias, ideais, não (não suporto a moda das listas canônicas para garantir a boa consciência dos semiletrados com ar de haverem lido tudo o que interessa), porém bibliotecas reais, caóticas, labirínticas, seus livros pesando mais do que o resto da bagagem para o fim de semana na casa de campo ou apê de praia, os livros retirados dos 4.000 volumes nas duas salas ao lado, ambas com uma nesga de raio de sol de outono batendo pela manhã nas lombadas, à tarde o lusco-fusco, mesmo com janela aberta, obrigando-me a acender uma luz sempre mortiça, por mais forte que seja a lâmpada, ao converter-se em biblioteca da noite e da madrugada na qual me engalfinho com a longa prateleira de geração Beat e a outra prateleira, livros sobrando, despencando, de surrealismo, mais prateleiras em movimento (crescem! crescem sempre!) de poesia e prosa contemporânea brasileira - sem esquecer, jamais, as bibliotecas da memória, a Mário de Andrade revisitada para dar a impressão de volta ao tempo em que... - diante de tantas possibilidades, POR ONDE COMEÇAR? - por García Lorca! - falei bastante sobre ele durante o ano passado, a propósito do centenário, mas insisto em que, se não tiverem a Obra Completa da Aguillar espanhola, então ao menos a edição bilingüe Obra poética completa (comecem pelo Poeta em Nova York); e, já que abri com poetas para reler, o majestoso volume da Poesia Toda de Herberto Helder, entre outros poetas de Portugal, e prosadores idem (estou devendo releitura, no mínimo, a Cardoso Pires , Lobo Antunes , Vergílio Ferreira , autores densos); agora, retornando a poetas para reler, dessa lista fa z parte, mais recentemente, Yves Bonnefoy (incrível, recepção reduzida da edição Iluminuras-Laranjeira (Obra poética ) que o próprio Bonnefoy achou a melhor que haviam feito dele), além dos de sempre nas últimas décadas, como Jorge de Lima (com um recado para o Prof. Ivan Teixeira: qualquer hora conversamos sobre essa preferência por Jorge de Lima entre os brasileiros, que lhe causou estranheza) e Fernando Pessoa (ainda mais com tudo isso de inéditos sendo publicados - a coletânea de textos ocultistas que estou lendo agora, reveladora, arrepiante), mas a poesia é infinita, poderia preencher laudas e laudas de sugestões de leitura, porém sempre mencionando esse autor-tudo, poeta e ensaísta, Octavio Paz , enquanto lanço um olhar comprido para os 12 volumes da sua Obra Completa, edição ondo de Cultura, mesmo com a metragem de estante ocupada por El Arco y la Lyra, Ladera Este, Salamandra, El Mono Gramatical, Convergências, Conjunções e Disjunções, Los Hijos del Limo, etc, edições caindo aos pedaços de tanto eu..., e outro olhar, apesar da prateleira dele, para essa Obra Completa de Borges que está saindo (não esquecer releitura da Respiração Artificial, de Ricardo Piglia depois da sua bela palestra no evento Borges, outro dia), e, mesmo com todos os Nadja e L¿Amour Fou a que tenho direito, ainda um olhar desses para a edição Pléiade de André Breton , e agora, já que não pode ser catálogo infinito, passar com mais rapidez do que mereceria pela prosa contemporanea brasileira, só para comentar a moda de não gostar mais tanto de Rubem Fonseca , então releitura dos Rubem Fonseca da década de 60-70 (não... não... em prosa ainda falta tanta coisa, prosa de qualidade é um gênero fundamentalmente poético, o século XX é, ou foi, ou ainda está sendo um tempo de grandes escritores em prosa poética, nunca poderia deixar de mencionar os Guimarães, as Clarice , meu predileto de Clarice é Água Viva , e ainda referir-me ao Paul Bowles de O céu que nos protege ,( no original, The sheltering sky ), o livro é melhor que o filme, e também o maior dos americanos bêbados da literatura moderna, Malcolm Lowry em Debaixo do vulcão , no original, Under the Volcano aqui também, o livro é muito melhor que o filme, por mais que John Huston houvesse feito a melhor de todas as adaptações literárias para o cinema, de Os Mortos (The Dead de James Joyce), e terminar comentando que, depois de enfrentar Lautréamont , Artaud e Ginsberg , agora será a vez de Henri Michaux , parece que farei mesmo Connaissance par les Gouffres, e Alfred Jarry (quilométrico, três mil páginas de simbolismos e obscuridades propositais na edição Pléiade - aguardem o que estou preparando sobre Literatura e Hermetismo, a propósito de Jarry...) - mas, perguntará quem me acompanhou até aqui, COMO? E A POESIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA? - acontece que já fiz listas de poetas menos lidos e divulgados do que mereceriam, em outros lugares (Cult, Azougue, etc), e, se quiserem saber mais sobre isso e outros assuntos, ENTÃO LEIAM-ME!"
fragmentos do eu num universo binário. todos os infinitos in contidos em possibilidades. ser decomposto para - provalmente - tornar-se plástico.
e assim assimilar o futuro.
a globalização é uma comédia.
uma cama japonesa -
bairro judeu -
uma decendente de italianos + um decendente de alemães nascidos no brasil
comendo um churrasco com carne argentina
em porcelana da china
&
comentando sobre a fome no continente africano.
(ou até mesmo no brasil, por que não?)
ELETROCHOQUES HERMÉTICOS A ESPERA DE GODOT
cantar as músicas que eu mesmo compus é expor minha alma a um passado que o meu mundo tenta apagar. elas dizem mais pra mim do que pras outras pessoas, mas as pessoas nunca me conhecerão plenamente até ouvirem essas canções. elas me explicam muito melhor do que qualquer tentativa, grito, remédio, sorriso ou lágrima que eu já tenha usado para esse fim anteriormente.
estranho como a beleza das músicas desaparece ou não brota. elas são uma massa disforme e vermelha se contorcendo para fugir de seu vazio infinito & quando atinge as outras pessoas causa repulsa-desconexão e mais incompreensão.
a combinação de momento com drogas ajuda na assimilação dos ruídos - mas acredito que um contato visual é muito importante. os movimentos do braço tocando o instrumento e essas coisas rituais quase sexuais. acho que essas palavras explicam nada.
• • • • •
• • • • •
felipe